24/04/13
Foi do nada, eu poderia esperar tudo, menos aquela mensagem, aquela hora, naquele momento.
Meu coração disparou, minhas borboletas acordaram, minha mente desligou, meu suor esfriou, parei no meio da rua sem ação. Ao mesmo tempo que tudo estava confuso, que o meu coração ainda tentava se recuperar do susto, uma ponta de felicidade apareceu.
Felicidade como um iceberg, onde só uma pequena ponta desponta sobre o mar do coração; um iceberg tão profundo, tão forçado para o fundo, que eu mesma pensei que nunca mais toparia com ele. Um iceberg tão grande, com raízes iguais a de um Jatobá, raízes fortes e longas, que perfuram o mais íntimo do meu coração. Raízes hoje escuras e sombrias, raízes que foram esquecidas por mim, que foram mortas forçosamente por mim, achando que assim eu poderia seguir em frente sem me lembrar dos belos frutos que um dia elas já me deram.
E tudo isso voltou, tudo isso reacendeu, reviveu, voltou a cor quando percebi que mais uma vez estaríamos juntos. Mas o medo, maldito medo, que já me fizera errar tantas vezes, estava ali também. Sorte que dessa vez eu não ouvi seus pedidos desesperados de voltar atrás, sorte que não deixei que o aperto em meu coração me deixasse sem ar.
As horas passavam, passavam mas estavam paradas. O tempo virou eternidade, até que você apareceu. Éramos dois estranhos, dois desconhecidos, até nossos olhos se cruzarem. Ah, ali era o meu amor, os mesmos olhos verdes me olhando com carinho, o mesmo sorriso doce, mesmo cheiro de paz. Era você, de volta, do meu lado e entre nós dois meses de sumiço, de silêncio, de saudades.
Mal começamos a conversa e esse abismo criado em nossas mentes sumiu. Éramos os mesmos, nada tinha mudado, embora nossos corações ainda tivessem as cicatrizes do último encontro. O tempo agora voava, tantas coisas a dizer, tantas histórias pra se contar. Ouvir sua risada foi maravilhoso.
A hora de partir chegou, beijos e abraços rápidos, o toque ainda era nervoso, afinal, bem sabemos que não podemos ficar muito tempo juntos, tão próximos.
Eu ainda espero o seu abraço apertado, o seu abraço doce, sentir seu rosto junto ao meu, sua respiração no meu pescoço, seus braços me aquecendo.
Mas, muito obrigado. Eu precisava de uma dose de você.
06/04/2013
Essa saudade está me incomodando demais. Você foi embora e levou um pedaço de mim, mas eu precisava que você devolvesse por que é um pedaço que não tem como refazer. Simplesmente não consigo amar sem estar inteira.
Este é o meu discurso.
Hoje não é uma noite de despedidas, por favor não vamos chorar ou ficar saudosistas. Hoje é dia de comemorar. Comemorar o fim de um ciclo, um fim de uma história. Um história vivida talvez não no melhor colégio de todos, mas com certeza uma história vivida no NOSSO colégio. Sim! O Pedro II é nosso!
Que orgulho que eu tive ao longo desses 12 anos de vestir este uniforme, de sair as ruas e ser reconhecida, por ouvir as pessoas falando que sempre sonharam em vestir este uniforme… Mal sabem eles como não foi fácil.
Todos esses sábados de manhã, todos aqueles cartazes, aquelas tardes perdidas tentando fazer trabalho no refeitório, todas as vezes que corremos pra tentar chegar na hora ou simplesmente deixamos o onibus passar direto. Todas aquelas apostilas que tínhamos que tirar xerox, a fila gigantesca da cantina, os dias de glória quando o almoço era macarrão com salsicha, quando pedíamos para beber água apenas para dar um passeio pelo colégio, quando nos juntávamos para copiar o dever de casa rápido antes que o professor chegasse. Bons tempos, boas lembranças.
Aqui aprendemos a conviver com as diferenças, tivemos nossas primeiras decepções, primeiras paixões, nossas recuperações, a nossa eterna PAF. Aprendemos muito além do que caia nas provas,a prendemos o que significa amizade e o valor dos verdadeiros amigos, aprendemos que os professores podem se tornar grandes amigos e exemplos para nós, aprendemos que ser aluno do Pedro II é se tornar membro de uma família, e como em toda a família existirão desavenças, existirão aqueles parentes distantes, mas que quando reunidos sabemos muito bem que somos unidos, mesmo que apenas por uma coisa: todos temos orgulho de ter feito parte da história do Pedro II.
Tudo isso devemos primeiro a nossa família que sempre nos apoiou, aos nossos amigos que foram e continuarão sendo nossos companheiros, aos nossos professores que por muitas vezes tiveram que ter um pouco mais de paciência para nos aguentar, as “tias” do refeitório, aos inspetores, aos “guardinhas”, ao pessoal da limpeza, enfim, a todos aqueles que direta ou indiretamente nos ajudaram a escrever nossas histórias pelos corredores da melhor unidade do Pedro II!
Então vamos comemorar, relembrar tudo que vivemos e que ecoe pra sempre em nossos corações a resposta da pergunta que revela a maior verdade que já constatamos: ” Ao Pedro II tudo ou nada? TUDO!”